MINI BIO
João Arthur Moroni (2000, Curitibanos/SC) vive e trabalha em Porto Alegre/RS. É artista visual, fotógrafo e escritor, bacharel em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pós-graduando em Museologia, Expografia e Cenografia pela PUC Minas.
Em 2026, participa do 25º Salão de Artes Plásticas da Câmara Municipal de Porto Alegre, aprofunda sua pesquisa na Clínica Artística com Ana Paula Cohen, ministra a oficina de desenho Desenhar mais uma vez, em parceria com a artista Marília Tedesco da Rosa, e participa da Residência Literária da Caravana Grupo Editorial, em Ouro Preto (MG). Em 2025, publicou o livro O último romance na sua last dance (Editora Patuá), participou do programa de artistas do Coleccionismo Contemporáneo, dirigido por Luis María Rojas, e integrou o Grupo de Orientação Artística (GOA), com Ana Paula Cohen e Thiago Honório.
Em 2024, realizou a exposição individual Nascer duas vezes, na Custódio Galeria, em Porto Alegre, e participou da exposição coletiva A Bruta Delicadeza, na Casa de Cultura Mario Quintana. No mesmo ano, integrou o programa de Acompanhamento Crítico com Ana Elisa Lidizia, na Casa da Escada Colorida, e participou da residência Mar Adentro, da Puertas Adentro Casa de Artista, em Punta del Este, Uruguai, com Mariela Soldano e Luis María Rojas.
STATEMENT
Na produção de João Arthur Moroni, pintura, desenho, fotografia e escrita articulam-se em torno da construção e do trânsito da própria imagem, por meio de procedimentos de fragmentação, apagamento e sobreposição. Sua pesquisa toma a infância e a cultura visual de massa como campos de elaboração simbólica, investigando os processos de colonização da subjetividade e as relações entre perda, memória e encantamento.
A partir de uma narrativa autoficcional, Moroni desenvolve um corpo de trabalho no qual lembrar, esquecer e imaginar operam de forma interdependente na construção da subjetividade. Crescido em um contexto atravessado por cores, imagens e palavras, o artista investiga a memória como território instável, no qual experiências individuais se sobrepõem a imagens, sons e referências compartilhadas.
Sua produção constrói paisagens invisíveis atravessadas por ruídos urbanos, sonoridades do campo e tensões entre memória individual e psique coletiva. Entre suas referências estão a psicanálise winnicottiana, os estudos da memória, a cultura visual de massa, a Nova York dos anos 1980, o pós-punk e o rock progressivo brasileiro. Em seu trabalho, a imagem apresenta-se como espaço de negociação entre aquilo que emerge e aquilo que resiste ao desaparecimento.

